Edição De Domingo, 13 De Setembro De 1970, Página 13

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DOMINGO, 13 de SETEMBRO de 1970, A VANGUARDA ESPANHOLA Página 13 LEMBRO-me de LAUTREAMONT entrou em nossa existência, falo dos que decidimos empregar-nos à literatura em 1920, depois da primeira guerra. Entra por uma porta estreita, na porta de seu baixo livro, cujo único exemplar, chegou à Guatemala para 1919-20, nos arrebatábamos das mãos. O que foi para os dessa maneira em espanhol leitores já “infectados” de Verlaine, Baudelaire e Rimbaud, aquele pedaço de inferno que nos colocava nas mãos? A partir de dessa forma, foi uma mensagem de revolta total.

Não líamos, o gritábamos, tivéssemos querido transformá-lo em chicote para expulsar – nos a nós mesmos do templo da rotina e ri – pio dos modernistas, de nossos modernistas. O gritábamos e nos ensordecía e! Um renomado desconhecido, não catalogado entre as feras sagradas, nem pela folha de pagamento das academias. O autor, que foi assinado Lautreamont, é o filho de um tal senhor Ducasse, François Ducasse, que trabalha no con – sulado de França, em Montevidéu. Em fevereiro de 1846, aquele casou-se com Celestina Jac – quette Davezac, e o 4 de abril de 1847, às 9 da manhã, nasce o que viria a traçar o novo Apocalipse.

  • Trepatroncos cacau, Xiphorhynchus susurrans
  • Um colar e uma placa com o seu nome
  • promoção de cursos pela web
  • ↑ Jones Animal Nursing. Jones. Editorial Pergamon

Em novembro desse ano, assim sendo batizados com o e! Isidoro, e 2 anos após a morte de sua progenitura. Será que isto afecta a tua inclinação pra solidão, a viver remoto dos outros e tornar-se um jovem re – trouxe? Poucas notícias. Aos treze anos, deixa Monte – filme e se mudou pra França, pra prosseguir seus estudos no Liceu dê tarbes, de onde é originário o teu pai e onde conhece o resto de sua família.

Mais tarde encontramos no Liceu de Pau. Há nessa data amores duvidosos entre escolares. Não termina o ensino médio, volta a Montevidéu, em 1867, mais do que tudo para arrancar de teu pai, o per- . Paris, onde ele é transportado dedicado à literatura, à poesia, entre estudos, bibliotecas, e tropel de poetas de tua idade. Morava em uma estrada próxima a grandes avenidas. E é lá onde.começa a sua imaginação para gerar o canto de um protagonista que chama de “Maldoror”. Composta por seis canções e os publica em 1869. Não circulam quase.

As organizações temem a censura. É o final do Segundo Império. Depois da batalha de 1870, Ducasse morre abandonado, pouca comida e muito frio, vinte e quatro de novembro de 1870. Esta é a tua história que poderá ser lido em qualquer manual literário e neste momento da gente. Pros que empezábamos a publicar em 1920, os “Cantos de Maldoror” nos estrujaron a alma, nos viraram sentimentos e conceitos.

o que fazer com eles? Os jovens não querem suportar o peso do pai ou do avô chocheante e doente: uma pessoa tem de ocupar esta humanidade, em nova york. Os “asilos” assépticos e repleta de locais constituem um intrigante esboço de solução. Já não estamos no plano da esmola, a começar por logo. Mas continua em pé a necessidade dos cuidados pontuais, às vezes desagradáveis, enfim tetric. As “sociedades opulentas” estão procurando a forma de corrigi-lo. E o fazem usando as “sociedades não opulentas”, que, por uma estranha cham – ba histórico-geográfica, coincidem com os litorais “bon mar – ché” e dourada meteorologia.

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