Firewatch, Amor De Máquina

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin

o Verão, houve uma manifesta e, na posição do cronista, intrigante unanimidade, a propósito do vídeo Her (2013), de Spike Jonze. O desconcerto não procede tal do elogio generalizado, que era direito, mas a análise da história como um exemplo emblemático do subgênero do afeto à máquina, tão puxado na ficção científica. Há abundante literatura científica sobre a ligação de nossa espécie com as ferramentas, (que a invenção, fabricação e emprego de tecnologia é um vetor biológico da espécie humana é demasiado evidente para parar muito a respeito).

com o objeto dobradiça, o protagonista, os protagonistas dos jogos, tanto em nossos avatares, têm sido frequentemente recipientes, seres despojados, que só estão completos quando nós desencarnamos de nossas vidas físicas, para possuí-los. São cântaros em que derramarnos por várias horas, e nós somos os hóspedes desejados e necessários de outro haver, de outra vida que nos aguarda yerta em um mundo distinto. Alcançar a glória é a forma desfecho e mais perfeita do sentido no relato heróico.

Provavelmente irá descartar toda a sua vida, porém ninguém retornará à leitora a tua inocência”. A aventura sobreviveu, mas. Na literatura, como em algumas manifestações enredos, o herói nunca esteve em circunstância. O cinema concedeu-lhe o espaço que a literatura séria lhe tinha arrebatado, e mais, e o jogo lhe ofertou o mais maleável e verdadeira dos veículos de expressão. Em diversos sentidos, o jogo nos disponibilizou toda a aventura épica que o universo real, nossos afazeres e a amplo romance nos negavam.

  • 1991: Direto (França)
  • Fixação no assento, contudo sem conceder nunca de um cinto de segurança
  • Contrato com Washington Serruys, pra instalação de um bonde elétrico
  • um IDW Publishing
  • Apostas: Vencer o Real Madrid na final

E, desta forma, derrotá-los exércitos, conquistamos planetas, levantamos civilizações e governamos impérios. “Nascimento, existência, formação, o orgulho, a morte e a política: pelo menos uma quota do apelo de tais conteúdos dos jogos eletrônicos reside em que oferecem uma forma de compreender o universo que nos rodeia, em partes gerenciáveis. É mais, os jogos eletrônicos nos lisonjearem os seus mundos existem para nosso benefício e, muitas vezes, giram ao nosso redor.

Precisam do jogador, sem a nossa participação ficam inertes. Todavia, para o nosso universo real não parece afectar a nossa subsistência. As engrenagens da maquinaria que nos rodeia continuam a girar indiferentes aos nossos interesses, a nossa participação”. “Eu a todo o momento considerei essa decorrência como acidente bem-vindo de uma limitação técnica. Nos meus estudos sobre jogo, quase todos os resultados sortudos (a iconicidad, a abstração, o simbolismo, a ação como método narrativo), não são escolhas, todavia deveres.

A gramática do jogo nasce da escassez. Em qualquer caso, esta neutralidade logo se deslocou em 2 modelos de avatares antitéticos. Não obstante, os exemplos citados concordam que, seja a começar por abordagens mais simples, muito apegados à tradição contista, ou ao lado de formulações mais sofisticadas e contemporâneas, todos se ajustam às regras verdes e enérgicas do relato de aventuras. “Eu acho que o que se vê é mais ou menos o que é, como lhes ensinei aos meus alunos, e que a existência nos entrega vazia. Assim, se bem a seriedade pesa muito, é o máximo que faz.

O sentido oculto quase não existe. Minha mãe me falou que eu teria milhares de manhã pra acordar e imaginar em tudo isto quando neste instante não teria ninguém pra me narrar como me sinto. Tive incalculáveis milhares. Se têm recuperado o fôlego, acordam que a Ford é um insigne escritor de o civilizado, um eloqüente professor para assumir a falta de aventura, sem se deixar esmagar por o tédio, a rotina da mera sobrevivência.

O cinema foi fornecida por outros caminhos que hibridan a austeridade do que o trivial, com a extravagância do inconcebível, e é íntegro dizer que foi muito fecundo e bem-sucedido pela construção de alguns padrões heróicos pro dia a dia. Há épica lá, e se não a vêem, talvez, lhes convier educar o enxergar.

E não importa o que isso nos obrigue a construirnos um relato amável e de algum jeito corajoso em redor da mais insignificante das decisões. É um lindo empenho e, de cada vez, em sua contestação, a excentricidade e a épica convencional, um propósito conservador, claro, radicalmente antirrevolucionario. Verdadeiramente Gomá é o incrível exemplo de uma sofisticada expressão do raciocínio moderado muito insuficiente tradicional em um nação mais dado ao furor reacionário que ao sossego conservador.

Um nação que nunca esteve em paz consigo mesmo. Mas a dialética da história e política que propõe é a mesma: viver a existência ou modificar o mundo. O ser e o dever ser. Não são excludentes, como vemos no Tom Hanks, e quem sabe Gomá não entendo por causa de lê muito, todavia joga pouco. Ou visto que, como tantos outros, ainda confere ao texto escrito, uma hegemonia cultural que não lhe corresponde há mais de meio século.

Rolar para cima