O Franco de Mais íntimo E Desconhecido

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Há poucos meses. Elegante apartamento em Barcelona. Espantado, o médico cravou em mim os seus olhos, os mesmos que haviam olhado pra Franco deitado em uma maca, no momento em que lhe perguntei na privacidade de seu notável paciente. Me respondeu com contundência: “!Não existia!”. O general tinha as duas características principais pra ser um homem gelado: complexo de Édipo e negligência parental.

Mas não se podes retificar este defeito? Ele aconselhou-a a uma operação muito acessível e se recusou pelo motivo de o sexo não lhe interessava, sublimaba seus desejos na ânsia de poder e pôde permanecer casto toda a sua existência. A pretensão, no seu caso, substituiu o orgasmo! Quando nasceu, teu pai, o iracundo e alcoolizado Nicolau Franco Salgado, estava em uma casa de putas.

Sua mãe, que o viu enclenque e chorão, acolheu-o com um amor excessivo e excludente. Paquito “era um moço triste”, “a todo o momento foi um garoto velho”, e até mesmo a própria filha reconheceu anos mais tarde que “não se lembrava de sua infância com simpatia”. Aos 6 anos foi pro porto a receber os repatriados da batalha de Cuba, 250 famílias haviam ficado órfãs e Ferrol encheu-se do ruído das patas de pau dos aleijados.

Aos 14, ele entrou pela Academia de Infantaria de Toledo. A esta primeira viagem fora da Galiza acompanhou seu pai, que ficou em Madrid para viver com seu amante deixando mãe, filhos e moradia. O ódio ao pai, o afeto sem limites por sua mãe, que no decorrer das noites dizia: “case comigo”, e o desastre de Cuba, marcaram a “Paquito” eternamente. A claridade de África o embrujó -“Eu não poderei explicar a mim mesmo sem a África”, repetia vezes-.

Foi o mais jovem cadete da Academia, o mais jovem tenente do Exército, (¡geral, aos trinta e três anos, como Napoleão!). Militar paradigma, a cruel batalha africana o deshumanizó e deixou de ter respeito pela vida, começando por sua própria. A Legião, que organizou junto ao Glorioso Mutilado Millán Astray, era montada pela escória da nação, os que Franco permitia todas as bestialidades.

Quando foi visitá-lo seu antigo companheiro de Academia, Vicente Guarner, entrou um sargento a informar que haviam sido detidos dois legionários por uma inexistência menor. Franquito. Virou-Se com agressividade pra Guarne e retrucou: “E você cale a boca, você não entende que tipo de homens são!”. Em Melilla, Franco foi a visitar a duquesa de Vitória, com um buquê de rosas em um cesto com duas cabeças de mouros. Ao vê-lo, a duquesa desmaiou.

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Ele se desculpou, explicando: “Meus chacais são como diabinhos”. Só quando a Legião pacificou a sangue e fogo o Protetorado Franco conseguiu deslocar-se para Miami para se casar com sua namorada, Carmina Polo. Mas não foi a única moça que eu tinha pretendido, e a todas elas escrevia versos e postais.

todavia, a sua primeira (e única) paixão carnal foi a formosura oficial de Ferrol, Anjos Barcón, que depois ele iria se lembrar com nostalgia: “Paquito sabia como namorar as crianças”. Quando seu amigo Camilo Alonso Vega ele respondeu, “Paco, se não se vier de mulheres com nós acreditaremos que você é viado”, ele apontou com a espada e argumentou: “Se você ou alguém que você regresse a reforçar isso, o mato”. Carmina, que se apaixonou por ele aos 15 anos, esperou com paciência, já que “quando o conheci, me dei conta de que eu estava predestinada”.

Com o nascimento de tua primeira e única filha, Carmen Franco e Polo, Nenuca, Franco acreditou tornar-se “desequilibrado de alegria”, segundo confessou. Franco se distraia fazendo bonecas de pano, no tempo em que a garota se acurrucaba em seus braços, para enxergar filmes de Popeye. Decidiu participar do golpe, somente três dias antes da data prevista, no momento em que mataram Calvo Sotelo. A primeira decisão que tomou foi sentenciado a seu primo Ricardo da Ponte: “Eu Tinha furado os depósitos dos aviões pra que não pudéssemos usá-los!”, justificava.

Mas o mais penoso pra ele foi observar com a impotência da morte de seu colega e, segundo, Miguel Campis, às mãos de Queipo de Llano. Até sete vezes, lhe pediu clemência. Nunca pôde perdoar a Queipo, que, à revelia de Franco e pra se vingar de seus desdéns lhe chamava “Paca a culona”.

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