O Herói ‘invictus’

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eu Sempre intrigado ouvir aplausos por parte dos jornalistas que cobrem uma conferência de imprensa. Mas eu acho que naquele dia eu mesma me teria posto em pé, e ele seria aclamado. Chegou vestido com um impecável terno cinza, camisa azul, gravata escura e lenço preto pela lapela.

Ao seu lado estava Winnie, com túnica branca e chapéu de cor, segurando com potência a sua mão. Ele Se movia pelo jardim da residência, de Desmond Tutu, com uma calma imprópria do momento histórico que estava protagonizando porém muito de acordo com sua maneira de ser. Só o severo punho em alto e tua incrível sorriso permitiam ler a excitação que devia estar a viver por dentro. Nesse dia, em que eu tinha só 13 anos, confirmei que queria ser jornalista. Anos depois eu continuo sonhando que estou ali sentada pra perguntar. Ainda me lembro de umas de suas respostas naquele onze de fevereiro de 1990, diante da imprensa.

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Todas as suas mensagens, elaborados durante 27 anos na prisão com os seus dias e tuas noites, tinham um tom afirmativo e um único elo em comum: a reconciliação. Então eu pensei que ele era um político e eu estava errado. Logo percebi que era bem mais. Mandela, que agora havia cumprido 71 anos, era apto de responder uma a uma todas as questões, sem um resquício de ódio ou de rancor e quase escondendo generosamente a dor profunda que o apartheid lhe causou.

Um regime covarde que não acabaria naquele dia. Mandela ainda levaria 4 anos pra regressar a ser presidente do povo e tomar as rédeas. Também a tua gestão passou a ser um experimento que vários finalizaram aceitando os anos de políticas que esmagadas a dignidade da população negra. Aqueles primeiros dias em liberdade, Mandela costumava recordar as dezenas de milhares de felicitações que recebeu e com certa ironia destacava-se um dos telegramas enviados.

Um cidadão lhe manifestou a tua infinita emoção ao vê-lo, afinal, fora da prisão, porém censurou teu primeiro discurso tinha sido profundamente entediado. E é que Mandela não havia enfrentado abertamente ainda ao teu novo papel de destaque. Ele tinha Se tornado um mito para meio mundo e, entretanto, apenas sabíamos como soava tua voz e também que ouviu tratar no alongado recurso judicial até a tua liberação.

Deste modo, ele mesmo se lembrava de teu estupor naquela primeira conferência de imprensa cheia de câmeras de filme, jornalistas de todos os países e, além de tudo, informadores negros entre seus amigos brancos. África do sul havia mudado ao longo do seu cativeiro, contudo a verdadeira transformação acabara de começar. Há ainda muito por fazer e, como ele mesmo lembrou-se, naquela audiência pública, com questões, seu intuito era fazer um espaço para viver: “Não queríamos derrubar a nação para liberá-lo. Expulsar os brancos teria sido devastador pra o país”. Não visava gerar outras fronteiras, mas eliminá-lo convencendo os sul-africanos brancos com a tua melhor arma política: a sedução.

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