O Homem Que Matou O Che

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Estava pela sombra. O que vimos do outro lado da grade verde que protege o jardinzinho da casa. Não havia selo nem sequer chamador um, desse modo que foi crucial bater com o cadeado para publicar a nossa presença. Ele se virou para ver quem tocava, entretanto o que saiu foi uma mulher de idade indefinida, com um véu que lhe seguravam o cabelo. Estamos à busca de don Mario.

Como fração de quem? O senhor que me acompanha está trabalhando em um relatório a respeito da Operação Milagre, e podemos falar com ele. E enquanto esperamos, falamos do caos urbano daquela cidade, em que algumas casas como aquela, tinham 2 endereços na sua porta. Nessa residência, também, tinha dois cães, um mestiço de água impossíveis de definir e de um rottweiler que se limitaram a brincadeira sempre que aguardábamos.

Estava pela sombra, e nu da cintura pra cima. Por que alcanzábamos a enxergar o outro lado da grade, era um homem que aparentava a idade de setenta e dois anos, com insuficiente cabelo branco e uma notória barriga. Atravessou o pequeno jardim em que todas as plantas estavam em vasos sustentadas por vasos de ferro soldado e chegou até a grade. Afinal de contas, depois de 47 anos, que tinha saído das sombras e estava de frente para nós.

Abriu a grade, que gorjeou como acenando bem como. Entramos perguntando se os cães eram mansos e ele argumentou que sim. Chegamos ao baixo vestíbulo, onde havia alguns bancos e perguntou-nos se queríamos dizer lá dentro, na sala de estar. Entramos, nos sentamos e começamos um bate-papo de 23 minutos e 32 segundos com Mario Terán, Salazar, o homem que matou Che Guevara.

Na sala de estar de sua moradia não há um único retrato dele em seus tempos do Exército boliviano. Na mesa ao lado que fica de frente para o sofá onde se senta ele, há uma imagem de família. Lá você poderá observar um Mario Terán avô, rodeado de filhos e netos, em uma evidente atuação patriarcal.

passaram quarenta e sete anos, e o sargento Terán, que se aposentou como suboficial superior e sem demora atende aos 72, jogue um esconderijo com as frases. É ele. Não é ele. Verdade. Mentira. Essa tem sido sua vida desde nove de outubro de 1967 em que ocorreu de tudo. Assim sendo uma fraude, que logo após é desvelada, nos tem levado a sua moradia de grades verdes.

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as primeiras, dom Mario desmente a Granma, o jornal cubano que havia voceado o milagre: médicos da revolução devolvem a visão pela Bolívia, o homem que matou o Che. Segurando calmamente o enxergar, quase sem piscar, tentamos olhar o soldado crouching que se sinta a pouco mais de um metro da gente, a aquele sargento da confissão por escrito.

Ao observar-me, comentou-me: “Você veio para me matar”. Eu me senti cohibido e baixei a cabeça sem responder. Eu não me atrevia a disparar. Nesse instante eu vi o Che extenso, muito enorme. Sentia que me botava em cima e no momento em que olhou para mim, deu-me uma tontura. Eu pensei que com um movimento ligeiro podia tomar-me a arma.

Então, eu dei um passo para trás, para o limiar da porta, fechei os olhos e atirar a primeira explosão. O Che caiu no chão com as pernas quebradas, se contorcido e começou a molhar muito sangue. Só eu sei como é viver com isso. Havia diversos que insistiam em me apreciar fotografar e discursar comigo.

E logo saí pra estrada. Fui teu instrutor pela Escola de Sargentos durante anos. Chegou a sargento-mor, o teu grau máximo, e se aposentou. Eu tenho a versão correta da realização, que me contaram os próprios membros. Foi desse modo. Quando o coronel José Rezende recebe por rádio a ordem (“Saudações a meu pai”, foram as palavras chave), ordenou chamar os oficiais e sargentos que havia pela Figueira (três sargentos e quatro sargentos).

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