“Se Você Não É Um Produto, Não Interesas As Gravadoras”

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A cada dia que passa é mais frequente olhar como artistas ou grupos que não têm o suporte da indústria musical recorrem à fórmula do mecenato para financiar seus projetos. O que talvez não é tão comum é pesquisar como artistas que sempre tiveram o guarda-chuva das gravadoras optam romper esta ligação pra saltar no vazio, em nome da autonomia criativa.

É o caso da vocalista Mayte Martin que, após seis trabalhos lançados por gravadoras-alguma multinacional incluindo-decidiu que possa ser nesta hora teu público que se encarregue de financiar a gravação, criação e edição do que será teu novo disco. O teu é o mais idêntico com um salto mortal sem rede.

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Agora que a palavra decadência está na boca de todos, e mais no setor musical, você opta iniciar um projeto desvinculado de cada gravadora. O que a levou a tomar esta decisão? Estou um pouco decepcionada com o funcionamento da indústria musical. Acho que pra entrar na sua engrenagem, você tem que ser um produto ao invés ser um artista e, para mim, são conceitos muito diferentes. Um artista é uma pessoa que tem surtos criativos em um algum momento e coloca ao acesso de pessoas. E um item é uma pessoa que tem uma voz e que se põe ao serviço de uma gravadora, para que lhe responda o que necessita fazer, quando e como.

agora, vejo que o único que tem espaço na indústria musical são os produtos. Assim que esse trem eu nanico, pelo motivo de não o fui, nem sequer vou ser nunca. Se você não entra desse jogo, eles nunca investem em ti nem te fazem caso.

como Nunca ninguém o fez perceber-se como um item? Não. Nunca me senti um produto, desse jeito estou aqui fazendo isso. Eu soube que nunca seria um objeto, porém assim como que eles jamais tentariam que o fosse. Chega um período em que a indústria domina quem pode requisitar certas coisas e quem não vai mirar nunca a este circo. O que eu tenho visto claro e me desapontou é visualizar que, se você não é um item, não interesas às gravadoras. Se nem concentro, nem ao menos a mim me convém a maneira de funcionar que têm, O que eu procurei é o contato e a cumplicidade direta com o público.

você foi assessorado ou pediu conselho a outros artistas pela hora de resolver na estrada do mecenato? Não. Simplesmente por causa de outros artistas que adotaram este sistema, são pessoas que não passaram por multinacionais ou algumas gravadoras. Eu estou fazendo o procedimento inverso.

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